De Nelhety para Inhaca

O sol prometia. Pouca passava das 7:30 horas já estávamos a levantar âncora para Inhaca.
Poderíamos ter ido no Vodacom ou em qualquer outro iate que faz este trajecto, mas não. Fomos no Nelhety. O velho e lento barco que regularmente faz esta viagem, não decepcionou. Mesmo que isso tivesse acontecido, os 400 meticais da viagem, far-nos-ia por certo, fazer “vista grossa” a alguns incómodos.
A ilha esperava-nos. A maré baixa fez-nos descer a 50 metros da margem, e lá fomos nós de mochilas ao alto, caminhando pela água quente e cristalina. A esta altura juntavam-se a nós passageiros do navio de cruzeiro MSC, que também iam dando à costa na mesma azáfama: “Homens ao mar”!
Chegando à margem, e recuperando o fôlego, foi tempo de calçar os chinelos e abraçar a ilha.
- Um coco? Apregoava uma criança na sua banca improvisada junto ao um barco decrépito.
- I Know the Island! Dizia outra, tentando ser o guia eleito por um casal de sul-africanos acabados de desembarcar.
O Verão é um bênção para estas gentes.
Uma visita de um dia, com hora marcada de regresso (o barco sai às 15 horas), não nos permite aventura por paragens muito distantes. Ficámos por uma caminhada inicial pela areia branca da praia, com um verde ofuscante à nossa esquerda, e a cálida e límpida água do Índico do outro lado. Depois de um mergulho, uma água de coco, e como não poderia deixar de ser … um prato de camarão.
Haveremos de vir com mais tempo, e ir a outros recantos da ilha onde as praias são mais idílicas. Visitaremos também o centro de interpretação. Mas agora o Nelhety espera, e a confusão de Maputo também.

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